sábado, 24 de junho de 2017

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Estou a precisar de sandálias...



Difícil é escolher!

O meu problema com planos e projetos

Tenho um problema que me dificulta a vida, assim no geral. Basicamente, sou ansiosa. Preciso que as coisas aconteçam agora ou, de preferência, ontem. Adoro fazer planos, mas depois sinto-me angustiada por ter que esperar que se concretizem. Queria que os meus planos se começassem a cumprir na hora em que os defino. Não tenho paciência para nada, sou ansiosa, quero as coisas na hora, não consigo esperar sem fazer nada. Aquela coisa do "deixa acontecer" não é para mim. Eu já tentei! Aliás, eu tento todos os dias pensar que o que tiver que ser, será, que não vale a pena fazer planos, que a vida resolve-se sozinha e mimimi... Mas não consigo! Eu tenho que fazer planos e tenho que desesperar por eles, até que se concretizem. É mais forte do que eu. 

Quando meto uma ideia na cabeça, penso obsessivamente nessa ideia até à exaustão. Tenho momentos de pura felicidade só de imaginar as coisas a acontecerem e depois momentos de angústia por pensar que essas mesmas coisas podem não acontecer. Porque sim, de criar expetativas que depois saem goradas, sou eu especialista. A vida tem-me pregado algumas partidas para eu aprender a não ser precipitada, a não me entusiasmar demasiado. É inevitável o medo de não conseguirmos cumprir os nossos objetivos tal como os planeamos. Ainda para mais no meu caso, controladora que sou, que quero que tudo corra exatamente como imaginei. É muito fácil que as coisas não sejam tal e qual as imaginamos e acabo por ficar frustrada, triste, desesperada, enfim. 

Podem imagina o sufoco em que vivo, em constante entusiasmo, ansiedade e medo que as coisas corram mal. É esta a minha vida.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Dilemas da vida adulta

Preciso de comprar umas sandálias rasas, calças e blusas frescas, mas também preciso muito de poupar dinheirinho. Ando aqui como o tolinho na ponte, nem sei que lado hei-de ouvir, se a razão ou a vontade consumista. Por via das dúvidas, deixo-me é ficar por casa e longe das lojas online.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Coisas boas da vida

Chegar ao fim do dia com aquela sensação de motivação, de vontade de fazer mais, de ser melhor, de pôr em prática as coisas que aprendi no workshop de hoje... É tão bom ter um emprego que me permite ser a versão melhorada de mim mesma e, acima de tudo, me dá esta possibilidade de aprender mais sobre coisas diferentes e de me rodear de gente trabalhadora, motivadora e de referência. Sou muito feliz neste trabalho, não sei se já disse. 

Vivo só para causar desgosto à pobre da minha mãe

A minha mãe é daquelas senhoras de idade (que exagero, só tem 45) que adora um paninho de renda, um naperon, uns bordados em ponto cruz. Agora até temos cada vez menos paninhos de renda por cima dos móveis, cá por casa, mas houve uma altura que tudo o que era superfície de madeira tinha um naperonzinho com rendas. Quem nunca, não é mesmo? É daquelas coisas que as mulheres valorizavam muito antigamente e que foi passando para as filhas, netas, etc, até aos dias de hoje. Felizmente, penso que essa modinha é cada vez menos apreciada entre nós, pelo menos entre as mulheres mais novas. Também com a crescente apreciação por modelos de mobiliário simples e em linhas mais modernas, bem como este gosto cada vez maior pelas casas em estilo minimalista e hygge-coiso, nem há tanto espaço para as avós, tias e mães começarem por aí a fazer rendas feitas loucas. Claro que nem assim me livrei de ter uma coberta toda de renda para pôr na minha futura cama de casal, que a santa da minha avó fez com muito amor e carinho.  Enfim, tudo isto para perceberem a ideia.

O que é que sucede? Sucede que eu adoro rendas, mas não é tricots nem crochets. E gosto de tudo muito simples e prático. A minha ideia de uma futura casa é um espaço minimalista, sem tarecos nem bibelôs, sem paninhos de renda, sem atoalhados para dias especiais. Isto é um desgosto para a minha mãe. Ela já se estava a preparar para fazer rendas em bico para colocar numas toalhinhas de banho (que iam acabar no armário sem terem uso, tal como as que ela tem e que nunca põe em exposição porque não podemos ter coisas bonitas com dois homens em casa). Lençóis com borda de renda também não é a minha cena. Pela experiência das coisas que a minha mãe tem desse género, deduzo que só servem mesmo para mostrar. Nunca houve um dia na minha vida em que pudesse, de facto, limpar as mãos a uma toalha com bordado ou rendas, porque "são toalhas só para enfeitar, não é para porem as mãos e sujar tudo, seus porcos! Não posso ter nada bonito!". Isto de estar a gastar dinheiro em toalhas só para ter em exposição em certo dias e depois a ocuparem espaço num armário não é coisa que me assista. 

Depois a minha mãe está louca para ter netos e parte dessa experiência de ter netos, para ela, é poder ir preparando um enxoval cheio de fraldas rendadas, babetes bordados a ponto cruz e aqueles desenhos horrorosos e gigantes nas fraldas que se colocam por cima do ovinho. Not for me either. A única coisa que eu gosto e que quero que a minha mãe um dia faça para os meus filhos é um tipo de manta em lã/algodão e que fica a coisinha mais riquinha e amorosa de sempre. Ela já fez para vender, inclusivamente, e ficam amorosinhos. De resto, eu quero tudo do mais simples possível. Não faz sentido nenhum para mim estar a comprar babetes para bordar a ponto cruz porque aquilo depois até é áspero e irrita a pele do bebé ao limpar. E ter fraldas todas pipis com bordados, desenhos pintados à mão ou bordinhas com meio metro de renda em crochet é uma estupidez. É para sujar, basicamente, não interessam todas essas coisas. Então anda agora toda entusiasmada a fazer dessas coisas para a minha prima e, de vez em quando, lá lhe sai um "tenho que fazer para alguém, já que tu não gostas de nada destas coisas" um bocadinho ressentido. 

Bem sei que estou a destruir um sonho de mãe, mas não gosto nem vejo para que é que aquilo me possa ser útil no futuro. Talvez vá deixando que ela faça uma ou outra coisa para não ficar tão triste. 

Mais alguém tem por aí paninhos de renda no enxoval, oferecidos pelas mães, avós e tias desta vida? Safaram-se das mantinhas em crochet? Acabei de me lembrar daquelas bolsinhas em crochet para pôr sabonetes e guardar em gavetas. Cá por casa ainda cheguei a ver uma dessas bolsinhas para pôr por cima do papel higiénico! Quem é que precisa de um paninho para tornar o papel higiénico mais bonito? God... Alguém tem disso por casa? 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Positividade


sou muito sugestionável

Para o próximo mês faz um ano que me despedi da pastelaria e eu ainda tenho pesadelos com aquele trabalho. Ontem à noite fui dar um passeio com o meu namorado e passamos por um cliente da pastelaria que ainda cumprimentei e que já não via desde que de lá saí. Foi o suficiente para passar a noite com pesadelos com aquela porcaria de trabalho. Sonhei que tinha voltado para lá, que era obrigada a lá trabalhar, que as pessoas estavam sempre a rir-se de mim e a fazerem pedidos estranhos só para me porem à prova. Sonhei com a minha ex patroa, que estava com aquela postura de "eu bem te disse que nunca ias arranjar nada melhor do que isto aqui". Deus do céu, é cada coisa que a minha cabeça fabrica!

Há um ano tinha a certeza que era a decisão certa para a minha saúde física e mental sair dali. Um ano depois e depois de muito penar, nem por um momento me arrependo de ter virado as costas àquilo. Nada paga o nosso sossego, o nosso bem-estar, a nossa sanidade mental. Mas giro giro seria deixar de ter pesadelos com aquele sítio!