quinta-feira, 23 de março de 2017

Compras

Ir comprar roupa só porque sim, é algo extremamente agradável, mas ter que comprar roupa por obrigação ou com especificações e limitações, é uma pain in the ass.

Esta semana decorreu um evento importante para a empresa e tive que estar presente. O dresscode, nestas situações, é sempre formal e eu de formal tenho muito pouco. Lá tive eu que passar um dia do fim de semana em compras. Poderia ter sido giro mas não. Primeiro porque tive que andar a comprar roupas que não estou habituada a usar; segundo porque foi por obrigação e terceiro porque gastei um dinheirão em coisas que não me fazem feliz. Além de que perdi um dia do meu fim de semana nesta porcaria, dia esse que gostaria de ter aproveitado de outra forma. Aquelas roupinhas são muito bonitinhas mas vou usar pouquíssimas vezes e só em ocasiões específicas. E o drama dos saltos? Era para ter comprado uns sapatos que já tinha visto e experimentado, nada lindos ou estilosos mas que seriam aprovados pela administração e nos quais me sentiria confortável. Mas não, fui dar ouvidos ao meu namorado e trouxe uns de salto agulha. Não faço ideia onde estava com a cabeça... Se arrependimento matasse! Mas bem, aqui ficam algumas das minhas comprinhas para quem gosta de ver estas coisas :)


Trabalhar na área

Têm-me perguntado se o meu trabalho é na minha área de estudos. Não é. Como disse anteriormente e no inicio do post das boas notícias, é uma área que não tem a ver com nada do que eu esperava. Nunca pensei estar a fazer este trabalho, embora todos os meus amigos me dissessem que esta é, claramente, uma área onde me imaginam a ter muito sucesso por todas as minhas características pessoais que se enquadram no tipo de pessoa necessária para estas funções. 

Não interessa para já entrar em pormenores, mas tenho a certeza absoluta que, para ter um contrato de trabalho como este na minha área, iria ter que penar muito para lá chegar e, sinceramente, não sei se chegaria. A Psicologia é importantíssima e deu-me bagagem emocional e formativa que, acredito, me faz ser uma melhor pessoa, uma melhor profissional. Gostaria muito de poder ser psicóloga como sonhei ao entrar na faculdade, mas a verdade é que o mercado está mais do que saturado e as condições são péssimas. A questão do estagio profissional para acesso à OPP é das coisas mais estúpidas que já vi. Embora perceba a sua utilidade teórica, na prática não funciona. Eu fiz 5 anos de estudos em Psicologia e um estágio curricular de quase 1 ano onde eu já estava mais do que encarregue de todos os processos que acompanhava. Para que é que preciso de outro estágio? É perder tempo, dinheiro e anos de vida. Bem sei que é uma das formas de delimitar o acesso à profissão mas para isso que abrissem menos vagas para Psicologia por ano, para reduzir o número de psicólogos. Não me parece justo ter feito uma especialização numa área de estudos durante 5 anos, com um ano de prática, embora sendo estágio curricular supervisionado, e só poder ser considerada psicóloga quando fizer um outro estágio que me permita estar na Ordem. É deprimente, mas é a realidade do país e nem vale a pena contrariar mais. 

O desânimo é crescente. Vai fazer 2 anos que terminei o curso e nunca surgiu uma oportunidade de estágio profissional. Os amigos que conseguiram trabalham em condições deploráveis, com salários em nada compatíveis com as funções e horários que exercem, vivendo de recibos verdes em que só lhes pagam, em alguns casos, 20% do valor das consultas que dão. É um roubo e é brincar com as pessoas.

Sempre fui muito pragmática nestas coisas: o que eu sempre quis foi um trabalho onde me sentisse feliz, gostar do que fazia e ter boas condições de trabalho. Claro que toda a gente começa por baixo e a ganhar pouco, mas queria ter a possibilidade de progredir e ir sendo e ganhando mais. Vejo essas oportunidades nesta empresa, embora em nada tenha a ver com o que alguma vez me imaginei a  fazer. Não quero dizer que desisti da Psicologia, apenas que segui outros caminhos por enquanto. E enquanto me sentir feliz, realizada e recompensada pelo trabalho que faço, não procurarei outro. Sei que neste sítio tenho possibilidade de ir muito mais além, de ter novas experiências, de me tornar mais destemida, mais desenrascada, mais confiante e fazer um bom trabalho que me permita tornar-me melhor e mais importante para a empresa. Tudo isso será recompensado devidamente e tenho plena confiança de que, em fazendo o meu trabalho como deve ser, não terei que me preocupar com questões de contrato, renovações, etc. Esta empresa apostou em mim apesar de eu ser um diamante em bruto, com muito pouca experiência mas com potencial para me tornar exatamente naquilo que eles pretendem. Quero aproveitar essa oportunidade enquanto fizer sentido para ambas as partes. 

Este trabalho deixa-me completamente fora da minha zona de conforto, sinto-me muitas vezes deslocada, tenho dúvidas, medos e inseguranças, todos os dias ando ansiosa e com dores de barriga porque estou constantemente a pôr-me à prova, a fazer coisas que nunca fiz. Numa semana já visitei mais sítios de Portugal do que nos últimos anos da minha vida. Se algum dia me imaginaria a vir sozinha para Lisboa? Nunca. Mas vim e cá estou. Estou a abrir os meus horizontes, a ver coisas novas, a testar os meus limites e a superá-los. Não sei se a Psicologia me permitiria tudo isto. Para já, está em standby. Mas só a procura, porque os conhecimentos adquiridos são aplicados todos os dias e isso ninguém me tira.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Não que me esteja a queixar, longe de mim!...

... mas esta coisa de trabalhar deixou-me sem tempo para ler. Ando com o mesmo livro desde o início do mês. Então séries a dois é coisinha para estar mais que morta. Vejo as minhas quando vou dormir e e... A maior parte das vezes adormeço a meio do primeiro episódio da noite. Isto dos ritmos e rotinas alterados deixam-me mais morta que viva e o fim de semana é pequeno demais para tudo o que quero fazer. Sendo assim, lá para 2020 acabo "Os irmãos Karamázov", para depois ter tempo de acabar de ver "The Night of".

animais de companhia em casa

Começando este post com uma adenda, para que não venham já para aqui com coisa que sou uma insensível e não gosto de animais: eu adoro animais! Certo que gosto mais de uns do que de outros, mas de qualquer forma, gosto de bichos, no geral. Cresci com gatos e convivo quase diariamente com um gato e uma cadela e adoro-os. Seria incapaz de fazer mal a qualquer bichinho e nem compreendo quem o faz. Posto isto, vamos ao post.

Só equacionarei ter um dia um animal de estimação tipo gato ou cão se tiver uma casa com espaço exterior para eles lá andarem. Bem sei que a maioria dos donos de animais de companhia os tem dentro de casa e eles têm livre acesso à casa toda, mas para mim não dá. Sei que depende muito dos animais e da educação que se lhes dá logo desde pequenos, mas ter gatos a passear no balcão da cozinha ou em cima de mesa, um cão a dormir na cama ou em cima dos sofás, para mim não dá. 
Tive um gato em casa uns meses e ele portava-se muito bem, fazia as necessidades na caixa de areia, era muito limpinho e nem fazia asneiras ou soltava muito pêlo, mas ter um animal em casa é sempre trabalho extra. Caixas de areia para limpar ou passeios à rua, estar constantemente a ver se está tudo no sítio ou se deixamos alguma coisa que o bichinho possa morder ou estragar e, pior de tudo, andar sempre de aspirador atrás! Bem vejo pelo gato do meu namorado, não há um sítio da casa onde não haja pêlo de gato. Porque não importa quantas vezes se limpa, há sempre pêlos em algum lado. Detesto a sensação de não poder ter uma roupa completamente limpa e estar à vontade em casa, sem me encher de pêlos.

E depois eu sou uma pessoa muito nojentinha, admito. Ter um animal com livre acesso à minha casa toda seria demais para mim. Não sou mais limpa ou asseada que ninguém, não quero com isto dizer que as pessoas que têm animais em casa não são limpas ou não se importam com estas coisas. Bem sei que visto de fora parece sempre mais nojento do que quando somos nós a fazer, mas mete-me impressão ver gatos a encher as camas de pêlo, gatos em cima das mesas onde as pessoas comem, cães que vão à rua e depois estão refastelados no sofá (sem falar que os cães têm aquele seu cheiro muito próprio e não se pode estar sempre a dar banho)... Não quero dizer que as pessoas que deixam que isto aconteça são porcas! Eu é que não gosto. Na casa dos outros, cada um faça como quer, mas na minha não dava porque eu sei como sou. Ia ter que andar sempre de aspirador ou vassoura na mão e depois não teria coragem de mandar os animais para a rua ou não os deixar subir para o sofá ou cama. Eu sei como sou, derreto-me com eles e não teria coragem de não os deixar fazer o que querem porque são fofinhos e queridos. Ter um animal em casa e depois andar atrás dele a impedir que vá para aqui ou para ali, nem vale a pena. E ter que andar sempre a proteger tudo o que possa ser arranhado ou mordido, ter medo de ter coisas bonitas que partam porque o animal pode deitar aquilo ao chão... É demasiado para mim. 

Gostaria muito de ter um cão um dia, mas era numa casa onde tivesse um jardim grande onde correr ou um sítio espaçoso para ficar. Porque depois também é preciso pensar nestas questões. Não basta só querer ter animais e pronto. É preciso ter dinheiro para os levar ao veterinário para estarem vacinados, desparasitados e se ficarem doentes; é preciso ter dinheiro para os alimentar como deve ser e é preciso ter espaço para os ter. Não vamos ter 20 gatos e 10 cães num T1, por maior que seja o nosso desejo de salvar todos os bichinhos do Mundo. Não é razoável. Não basta dizer que queremos, é preciso ter disponibilidade para os cuidar e para os mimar. Isto é como nas relações -  não basta só amor e uma cabana, embora o amor por eles seja fundamental.

terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia

Ainda a propósito de livros...
Celebra-se hoje o Dia Mundial da Poesia e, em jeitos de comemoração, a Fnac tem mais de 40 livros com até 30% de desconto imediato. Todas as desculpas são boas para comprar livros, seja para lermos nós ou para oferecermos. Eu gosto de aproveitar os descontos destes dias especiais para comprar coisas que ando a namorar o ano todo e aproveito imensas vezes para já despachar prendas futuras. 

Fica a dica para os amantes da leitura :)

There is no such thing as too many books | Coleção Novos clássicos


Aqui está a coleção de clássicos mais fofinha de sempre!

a foto não é a melhor, já que foi editada para o instagram, mas dá para o gasto

Estou encantada por estes livros desde a primeira vez que os vi. O primeiro livro que comprei foi este amarelinho fofinho da Jane Austen e foi através dele que conheci o resto da coleção. Fiquei rendida às encadernações, que são a coisa mais amorosa de sempre. Além de super queridos, são livros relativamente pequenos e práticos para levar para todo o lado. E encadernações de capa dura a partir de 6 euros? Sign me in! Os preços são super acessíveis (nunca paguei mais de 8 euros por nenhum dos livros e sei que o mais caro custa 10 euros) e, se aproveitarem alturas de descontos em livrarias online, ficam ainda mais em conta. O único senão desta edição é que facilmente perdem a cor nos cantos, devido ao material de que são feitas as capas. Não sei especificar, mas não têm aquele acabamento "envernizado", daí perderem a cor nas partes mais manuseadas, mas não é nada de absolutamente gritante e só os malucos da perfeição é que notam. 

Já li todos e fui, inclusivamente, fazendo reviews dos livros que tenho. Só me faltam reviews de três mas, assim que estejam prontas, publico. Entretanto podem ver as reviews dos outros:


1 - aqui, 2 - aqui, 3 - aqui, 4 - aqui, 5 - aqui, 6 - aqui, 7 - aqui  e 11- aqui.

Ao fazer a pesquisa para este post apercebi-me que me faltam ainda imensos, mais de metade da coleção! Tenho 11 e ainda me faltam 13. Também é algo que se pode ir construindo aos poucos e, sendo que nem tenho comprado livros nos últimos meses, é coisa para se arrastar no tempo. É sempre uma excelente opção de prenda para viciados em livros, fica a sugestão :)

Recomendo muito a que, não só leiam qualquer um destes livros, como comprem nesta edição. Não ganho absolutamente nada com isto, apenas a satisfação de recomendar algo verdadeiramente bom e de que gosto genuinamente. 

segunda-feira, 20 de março de 2017

Big News!

Andei a adiar este post, não só pela falta de tempo mas, principalmente, porque ainda não tinha caído a ficha da sorte que tive. Acho que ainda nem estou em mim e, cautelosa, só queria partilhar a notícia quando fosse 100% certo, mas aqui vai: vou assinar contrato hoje, no meu novo trabalho!

Foi tudo muito rápido. Fui contactada na terça ou quarta, há duas semanas, por um amigo que trabalha numa empresa de recrutamento, a falar-me de uma vaga para a qual achava que eu seria indicada. Confesso que não estava muito convencida que aquilo fosse para mim, mas era uma ótima oportunidade de ter novas experiências e sempre era a perspetiva de um emprego. Liguei no dia seguinte a dizer que podia contar comigo e na sexta já estava a ser entrevistada. Correu super bem, foi mesmo o big boss que me fez a entrevista e ficou impressionado comigo. Nesse dia ainda tive outra entrevista noutro sítio mas as condições eram péssimas, nem quis ir à segunda entrevista que me marcaram logo. Passei o fim de semana descansada e na terça desta semana fui à segunda entrevista. Novamente o big boss, mais rodada de perguntas, confessou que estava reticente em contratar alguém tão jovem e sem experiência para a função, mas em menos de nada estava a esticar-me a mão para me dar as boas-vindas à empresa. Nesse dia eu estava para morrer, passei muito mal a noite, só queria que a entrevista acabasse para ir embora mas os planos foram todos trocados. Já saí da entrevista com ele direta para o trabalho! 

Tenho andado a semana toda em formação. Na sexta enviaram-me o contrato por e-mail e estou realmente feliz com as condições que me propõem. Em primeiro lugar, fizeram-me um contrato mais extenso do que me tinham dito inicialmente, o que é ótimo! E depois tenho, finalmente, as condições dignas e que pretendia. Direito a férias, subsídios de férias e de Natal, feriados e fins de semana livres, tudo nos conformes. Nunca na vida gozei férias pagas ou não trabalhei aos fins de semana, isto para mim é um luxo. Sem falar que toda a gente tem sido imensamente simpática comigo, estão constantemente a elogiar-me e a tentar fazer-me sentir em casa. 

Para melhorar a situação, o meu namorado também arranjou trabalho e vai assinar contrato brevemente. Realmente a vida dá muitas voltas! Um mês que começou tão mal... 

domingo, 19 de março de 2017

Picuinhices

Quando vou a entrevistas de emprego, tenho sempre cuidados extra com a minha apresentação. Comparado com o que já vi, acho até que vou muito bem. Tento sempre vestir algo mais formal, ter o cabelo e as unhas impecáveis, ter atenção às cores e às conjugações, etc. Não me ponho tipo "vou sair daqui e vou para um concurso de miss universo" mas também não vou como se a seguir fosse para a praia. Há que saber adequar o vestuário ao local e ao posto de trabalho a que nos candidatamos e ter o mínimo de asseio pessoal é mais do que essencial. 

Ainda assim, há entrevistadores que pegam por qualquer coisinha! Fui a uma entrevista numa empresa muito conceituada do ramo, onde um amigo meu já trabalha. Já sabia que o dress code da empresa é formal, por isso tratei de me arranjar convenientemente. Maquilhagem muito leve e natural, unhas cuidadas e bem pintadas com uma cor sóbria, cabelo arranjado, calças e blazer pretos, camisa branca, botas pretas, só com uns brincos minúsculos e um anel fininho e elegante. Toda a gente me adorou, até à parte da entrevista com o big boss, que já não correu tão bem.  No final de todo este processo, e apesar das garantias do meu amigo de que toda a gente queria que eu ficasse, que gostaram muito de mim, não fiquei por causa do big boss. Ao falar com esse amigo sobre possíveis razões para ele não ter ficado impressionado comigo, pergunta-me ele "Mas olha lá, foste de saltos? É que ele gosta muito de ver as mulheres muito arranjadas, de saltos". Ah pronto! Podia ter dito mais cedo! É que assim eu vestia um vestido longo de gala, teria ido comprar uns sapatos de salto agulha com 30cm e marcava no salão de cabeleireiro uma sessão de cabelo e maquilhagem. Pensei que ia a uma entrevista e que ia ser julgada pelos meus atributos profissionais e não pela minha capacidade de me aguentar nuns saltos. Pormenores.