quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Máximas de vida: primeiro o mais difícil

Tenho-me interessado muito por tudo aquilo que me permite evoluir e tornar-me melhor, na minha vida pessoal, nas minhas relações e no meu trabalho. Acredito que temos sempre forma de nos tornarmos uma versão melhorada de nós mesmos, se estivermos dispostos a isso, por isso gosto de trabalhar todos os dias nessas pequenas coisas que me levam a melhor progressivamente. 

Uma das coisas que me tenho apercebido que resulta muito para o meu sentimento de sucesso no trabalho, acima de tudo, é começar pelas tarefas mais difíceis. Sinto que o meu dia se torna mais produtivo e mais leve no momento em que todas as tarefas chatas ou difíceis ficam cumpridas. Se estiver o dia todo a puxar aquela coisa difícil para o fim, é quase certo que vou passar o dia sentindo-me mal por ter que fazer aquilo e adiar, adiar, adiar, até muitas vezes deixar para o dia seguinte. Aquilo fica ali a marinar, como se tivéssemos um separador do computador sempre aberto, daqueles chatos que têm musica que se ativa sem querermos. Tarefas incompletas ou adiadas são tarefas que permanecem em pano de fundo, a minar a nossa produtividade, ali sempre a criar mal-estar. O segredo é começar por essas tarefas difíceis e que tendemos a deixar para o fim. Nem vale a pena pensar muito nelas, é pegar e andar. Por exemplo, para mim estas tarefas podem ser ligar àquele cliente chato ou difícil. Pego no telemóvel e marco logo o número, sem dar tempo ao cérebro a perceber o que está a fazer. Quando tiver tempo para processar, já está a chamar e não há volta a dar. A tarefa nunca se revela tão difícil depois de feita como eu antecipava antes de a fazer. Nunca é tão mau como os cenários que eu imaginava. Esta sensação de cumprimento, de tarefa terminada com sucesso, dá-me mais ânimo para continuar com as tarefas difíceis e, mal me apercebo, estão todas terminadas e é tempo das tarefas mais fáceis. O dia corre logo melhor porque o estado de espírito é mais positivo e não está sobrecarregado de medo, receio ou aborrecimento pela antecipação de ter que fazer aquilo. 

Tal não se aplica só ao trabalho, mas sim a todos os campos da nossa vida. Por exemplo, se começarmos com as tarefas domésticas que menos gostamos de fazer ou que demoram mais tempo, além da sensação de maior produtividade, as outras custam muito menos a fazer e o dia corre melhor. Também é mais fácil ir treinar logo de manhã, mal o cérebro acorda, do que estar o dia todo a pensar que tem que se ir correr/ir ao ginásio/whatever e começar a dar a preguiça, outras coisas se meterem no meio ou arranjarmos desculpas. Nas relações igual: quanto mais cedo se resolverem assuntos mal resolvidos ou que causam mal-estar, mais cedo sentimos que estamos mais felizes, mais leves. Tudo fica mais fácil quando aplicamos esta máxima na vida. 

É como quando tomamos um remédio muito azedo e temos um docinho preparado para tirar aquele gosto amargo do fim. Ninguém começa por comer o docinho, pois não? :)

4 comentários:

  1. Sou tal e qual. O difícil primeiro para depois saborear o fácil descansadinha :)

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  2. Eu penso isto tantas vezes:"Pego no telemóvel e marco logo o número, sem dar tempo ao cérebro a perceber o que está a fazer. Quando tiver tempo para processar, já está a chamar e não há volta a dar. A tarefa nunca se revela tão difícil depois de feita como eu antecipava antes de a fazer. Nunca é tão mau como os cenários que eu imaginava." É não pensar muito e avançar logo. E depois a pessoa relaxa e no fim pensa:"Vês não «doeu» nada!"

    http://confessionsinpink.blogspot.com/

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  3. No meu trabalho o meu chefe ensinou-me exatamente por estas palavras "o touro a gente agarra-o de frente, pelos cornos, que assim o assunto fica resolvido" e desde aí quando tinha trabalhos mais chatos ou que tinha receio, respiro bem fundo e penso "vamos lá Mary vamos agarrar o touro pelos cornos para ficares livre disto" quer seja a nível profissional, quer pessoal.

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  4. Concordo absolutamente, mas às vezes é tão difícil... Ri-me muito com o docinho xD

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