sábado, 29 de abril de 2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

19

Amanhã o meu querido irmãozinho faz anos e eu juro que às vezes ainda fico em choque que ele já seja maior de idade e, inclusivamente, se esteja a iniciar nesta coisa da vida adulta. Não sei, talvez seja pelo facto de ele ser ainda muito imaturo que eu tenha mais dificuldade em vê-lo como o homem que claramente já é. Tenho sempre aquela ideia de que é uma criança, o meu irmãozinho bebé. O tempo voa mesmo!

Depilação a laser: toda a verdade

Iniciei recentemente esta empreitada que é a depilação a laser, para ver se fico com a pele lisinha como o rabinho de um bebé. Farta, fartinha que estou de todos os dias andar de pinça em riste a tirar pêlos faciais e de passar horas com depiladoras elétricas que me puxam os pêlos e a alma, decidi investir, finalmente, numa solução mais permanente. Não vou ao engano, bem sei que nada é para sempre, mas vivo perfeitamente com a possibilidade de ter que fazer uma ou outra sessão de manutenção quando for necessário. Eu quero é ver-me livre dos pêlos e do suplício que é perder tempo a depilar e ter mil constrangimentos na hora de mostrar as carnes.

Encontrei um sítio de confiança, com bons preços e com garantia de que, se não vir resultados, me devolvem o dinheiro. Falei com outras pessoas antes e com as pessoas do centro de estética em si e tenho plena confiança nelas. Não estão com falinhas mansas, puseram-me logo a par da realidade e do número de sessões que podem ser necessárias, etc. Não estão ali para enganar ninguém e é disso que eu gosto. Melhora ainda mais pelo facto de ser por baixo de minha casa. Sendo assim, não tinha como não investir. Marquei sessão e lá fui eu.

Já tinha ouvido que doía, mas achei que era mariquice dos outros. Aliás, cheguei à primeira sessão com livrinho na mão para ler e a menina disse-me logo "Não me parece que vás conseguir concentrar-te mas podes tentar". Começou a dizer que, se sentisse que era demais, podíamos parar a qualquer altura para descansar a pele e depois recomeçar. Achei cuidados a mais, exagero dela. Começou pelo rosto, nada de dor. Até me gabei logo de não ser nada mariquinhas nestas coisas, que até sou tolerante à dor e mimimi. Começa a aproximar-se de uma zona com pêlo mais grosso e eu comecei a ver que, afinal, aquilo tinha potencial para instrumento de tortura.
Mas o pior, minhas amigas, o pior é na zona das virilhas e pipi, em geral. E as axilas, meu Deus, as axilas! Passou logo às zonas mais dolorosas para acabar com o sofrimento e eu juro que questionei a minha capacidade de levar aquilo avante. Já pensava cá para mim "Corpo TODO? Esquece lá isso! Se aqui dói assim...". Mas é como em tudo na vida, tenho sempre um motto que me ajuda a ultrapassar estes momentos difíceis e que nunca se adequou tanto: Aceita que dói menos. Foi o que fiz, sofri e calei. Na zona interior da coxa dói menos que nas virilhas mas os espasmos eram tantos que até tive vergonha, estava sempre a pedir desculpa pelos movimentos involuntários. E o cheirinho a carne de porco queimada que sai da pessoa? Um mimo. 

Não sou daquelas que adora contar histórias más para assustar as outras. Não tenho qualquer prazer em meter medo ou exagerar as coisas para parecer pior. Mas dói. Claro que tudo depende do vosso nível de tolerância à dor e, essencialmente, dos vossos pêlos. Pouco pêlo e pêlo fininho dói muito menos. Fiz zonas em que nem sentia nada, era bem tranquilo, mas outras em que parecia que me estavam a queimar viva. Tenho pêlo grosso e, pior ainda, tenho imensos pêlos encravados, o que não ajuda nada. 

Obviamente, sendo a primeira sessão, não vou ver resultados nenhuns para já. Pelo contrário, como tenho muitos pêlos encravados e o laser os puxa, tenho zonas em que parece que nem fiz depilação, com pêlos pretos e grossos bem puxados para fora, como pontos negros. A técnica disse logo que neste primeiro contacto até posso sentir que tenho mais pêlo que o normal, porque esteve a puxar os que estavam encravados. Mas, enfim, era isto que vos queria dizer.
Tenho a certeza que, de facto, não é para qualquer um. O que uma pessoa faz para ser bela. A minha mãe sempre me disse "Quem quer ser bonita, sofre!" e tal nunca de adequou tanto à minha vida como naquele momento horrível em que tinha uma desconhecida a deixar-me o pipi em chamas. E com esta imagem bonita me retiro. Esperem notícias dos próximos episódios desta saga.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

There is no such thing as too many books | Um dia by David Nicholls


Já tinha visto o filme que este livro inspirou há uns anos. Depois de ler os outros dois livros do autor (aqui e aqui), decidi ler este também, para completar as obras dele. Já sabia a história, mas eu tenho uma grande vantagem nisto dos filmes: é que eu vejo e esqueço-me facilmente das histórias e pormenores, passados uns tempos. Sabia, por exemplo, o grande momento da história (que na altura odiei, daí lembrar bem!) mas, mais que isso, já me passava ao lado. 

A história de como este livro me veio parar às mãos é muito caricata. Encomendei-o da Wook no Verão do ano passado mas não veio com a encomenda porque estava esgotado. O meu namorado, sabendo disso, andou sempre a tentar encontrá-lo. Como nunca mais conseguiram ter o livro em stock para me enviarem, acabei por gastar o reembolso a comprar livros para oferecer no Natal ao meu namorado. E o que é que ele fez? Deu-se ao trabalho de procurar e pesquisar muito só para encomendar o livro com esta capa (para fazer conjunto com os outros dois) e não com a capa do filme, para me oferecer no Natal também :) Um fofinho. Mas vamos ao que interessa:

Sinopse: 15 de Julho de 1988. Emma e Dexter conhecem-se na noite em que acabam o curso. No dia seguinte, terão de seguir caminhos diferentes. Onde estarão daqui a um ano? E no ano depois desse? E em todos os anos que se seguirão? Vinte anos, duas pessoas, um DIA.

Adorei o livro, do início ao fim. Uma das vantagens deste autor é que ele escreve de forma muito simples, quase como se estivesse a falar connosco, e as suas histórias são muito facilmente relacionadas à vida de qualquer um de nós. Adorei os relatos iniciais do livro, quando as personagens estavam nos seus vintes. As dúvidas, as incertezas, aquele achar que devemos ter resposta para tudo e sermos logo as melhores versões de nó mesmos, como se já tivéssemos obrigação de ter a vida definida, fez-me sentir que aquilo foi escrito sobre mim, para mim. São as nossas mesmas dúvidas, as nossas inseguranças, os nossos medos, as nossas lutas ali, naquelas duas personagens tão diferentes. E depois o desenrolar dos anos, o contínuo achar de que a nossa vida é incerta, que ainda nos falta fazer muito, as preocupações com a carreira e com a vida dos nossos amigos que muda e avança e as nossas parecem estar sempre na mesma. As pessoas começam a casar, a ter filhos... Muito interessante. E, claro, a relação entre as duas personagens é genuína, nua e crua. Gostei tanto! Não vou dar spoilers, claro, para não estragar a história, mas aquele final é tão bonito, dentro de toda a tristeza!

Lembro-me de ver o filme e ter ficado revoltadíssima com o final, que não tinha jeito nenhum, que aquilo era gozar com a nossa cara. Agora, com mais uns aninhos em cima, a saber um bocadinho mais da vida, já achei o final bastante adequado, bonito até. Aquela coisa de aproveitarmos a vida porque não sabemos se vamos ter tempo de fazer tudo o que queremos depois... Esse depois pode nem chegar. 

Ao ler este livro, ri-me muito, achei algumas partes bem tristes e outras muito bonitas, quase chorei... Enfim, é um livro cheio de emoções, despretensioso e muito bonito. Aconselho muito a ler, tal como os outros dois do mesmo autor. Este foi o meu preferido dele, mas os outros também são bons.
Agora quero é rever o filme :) 

Perguntas estúpidas

Sabem aquelas pessoas que dizem que não há perguntas estúpidas? Pois bem, eu não sou uma delas. Há perguntas estúpidas, sim, e perguntas óbvias também e eu não tenho a menor paciência para nenhum dos tipos. Na verdade, tenho pouca paciência para tudo, no geral. 

Irritam-me muito pessoas que passam a vida a fazer-me perguntas e, mais ainda, se forem perguntas estúpidas ou para as quais as respostas são óbvias. Detesto ter que repetir mil vezes a mesma resposta porque as pessoas parecem simplesmente incapazes de fazer uma pergunta e arquivar a resposta, para depois terem sempre ali a solução à mão quando se lembrarem de me perguntar aquilo outra vez. Tipo os meus pais que me perguntaram "Trabalhas na sexta?" mil vezes durante a semana anterior à Páscoa. 

Mas o que me irrita mesmo, o que me tira do sério, são aquelas perguntas óbvias. Tipo a minha mãe, a quem eu disse que limpava o chão da casa de banho, que me viu a ir à casa de banho com o balde e depois a voltar e, logo de seguida, vai à casa de banho, olha para o chão molhado e diz "Limpaste?". Não, por acaso não, gosto só de andar a passear o balde e a esfregona pela casa. Manias minhas. Oh pá, a sério, fico possuída. E aquelas pessoas que nos encontram em qualquer lado e dizem "Então, o que estás aqui a fazer?". Bem, provavelmente, o mesmo que elas. Normalmente perguntam-me isto em supermercados, cafés, lojas... O que é que eu haveria de estar a fazer em sítios desses, não é verdade? Tantas possibilidades realmente geram a questão. 

Não consigo, a sério. Ainda consigo entender a possibilidade de se esquecerem de alguma coisa, mesmo que eu já tenha dito algumas vezes, e terem que me perguntar de novo, tipo horários de coisas que tenho que fazer, em que dia tenho o evento x ou y, etc. É irritante mas, no meio das rotinas, é normal que nos esqueçamos de certos pormenores. Agora perguntas estúpidas e óbvias são coisas que me irritam mesmo muito. 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cabelo | Knot

Simples e bonito, como se quer.


Hello!

Bom dia quarta-feira com sensação de segunda! Apesar de ter trabalhado na segunda-feira, como a maioria das pessoas fez ponte, o meu trabalho ficou mais lento, com menos contactos. Foi um dia bem calmo, quase de preguiça. E como estava toda entusiasmada por ser o nosso aniversário de namoro, até passou rápido.

Quanto ao aniversário em si, começo por agradecer os vossos comentários! Tenho-vos a dizer que foi um dia normalíssimo. Trabalhamos ambos (felizmente!), cada um jantou em separado e só depois é que nos fomos encontrar. Estávamos os dois um bocadinho mortos, por isso fomos dormir cedo. Nada de especial mesmo, foi como outro dia qualquer. Também concordamos que não haveria prendas este ano e, em vez disso, iríamos canalizar dinheiro de prendas para outra coisa, por isso nem houve aquele entusiasmo da troca de prendas :) O melhor foi mesmo o dia de ontem. Feriado, dia lento para ficar em casa na ronha. Não fizemos nadinha o dia todo e foi maravilhoso! Queria voltar ao dia de ontem só para ter novamente aquela sensação de descanso completo. Mas pronto, hoje apesar de saber a segunda-feira, já é quarta e a semana está a meio. Para a semana há novo feriado, é focar a energia nisso :) Boa semana para vocês! 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Feriado

Hoje o dia é para a ronha, para o namoro e continuação da celebração do aniversário de namoro. Estes dias de descanso praticamente a meio da semana sabem pela vida. Pena o meu fim de semana não ter sido prolongado como o da maioria das pessoas que conheço, mas deu para descansar na mesma e assim também não sabe nada mal. Trabalhar um dia, descansar outro :) A semana até vai passar mais rapidamente!