quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Trabalhar em casa é uma provação, todos os dias

Desde que iniciei este trabalho que já perdi a conta ao número de vezes que ouço: "Que sorte! Nem tens que sair de casa, não tens ninguém para te controlar, fazes o que queres!". Nada mais errado e é precisamente por este tipo de pensamento que acredito que trabalhar em casa não é para toda a gente.

Não é por não termos um chefe pessoalmente a policiar o nosso trabalho que as coisas podem deixar de ser feitas. Tenho muito brio pessoal e profissional, gosto de fazer as coisas o melhor que sei e posso e nunca me deixaria levar por essa ideia de não fazer nada só porque ninguém está a ver. Até porque o trabalho tem que aparecer feito, mesmo que não haja ninguém diariamente a verificar o que está feito ou por fazer.  Quando somos donos do nosso tempo, é muito fácil cair na preguiça e ir adiando tarefas. Trabalhar em casa tem que ser para pessoas, acima de tudo, auto disciplinadas.

No meu caso em específico, tenho um certo número de tarefas por dia mas é raro o dia em que não as excedo. Posso organizar o meu tempo de forma a fazer tudo o que preciso e, apesar de ter um horário fixo, o meu tempo é flexível.  Se fosse como muita gente que conheço, fazia as tarefas "obrigatórias" todas num dado período de tempo e depois não fazia mais nada o dia todo. Era giro mas não é para mim. Claro que já aproveitei esta vantagem a meu favor: posso começar a trabalhar mais cedo e sair mais cedo, deixando tudo feito; posso não tirar a hora de almoço e ir trabalhando, saindo mais cedo. O que importa é que o trabalho fique feito e eu esteja a cumprir com as minhas obrigações. Não trabalho como louca de manhã e de tarde fico sem fazer nada, isso seria pouco profissional e, acima de tudo, era uma deslealdade perante a confiança depositada em mim e no meu trabalho. Por exemplo: no meu aniversário trabalhei mais da parte da manhã, fiz todas as tarefas que tinha e ainda mais algumas, trabalhei que nem louca e reduzi a hora de almoço para poder estar livre 1h mais cedo que o costume. Fiquei na mesma à disposição da empresa para o que fosse preciso, mas organizei-me de forma a poder estar mais relaxada no final do dia. Essa é a grande vantagem. Se fosse como muitas pessoas que conheço, nem sequer trabalharia porque não estava ali ninguém a ver.

O que eu quero com isto dizer é que é muito fácil cair na rotina, acreditar que não há mal em fazer menos porque ninguém está a ver, ninguém sabe se saí mais cedo ou sequer se estive a trabalhar a umas certas horas, etc. É preciso sermos pessoas sérias e haver também da parte das empresas a confiança no nosso trabalho. Mas há imensos desafios em trabalhar em casa, mesmo para quem tem muita disciplina. Porque há muitas tentações, muitas distrações. Se estivermos constantemente a tirar 5 minutos para ir ao instagram, ao facebook ou ao blog, 10 minutos para lanchar ou tomar um cafezinho, 5 minutinhos para ir só ali estender aquela roupa ou 20 minutos para ir cozinhar qualquer coisa, passa o dia e não fizemos nada. Isso reflete-se na nossa produtividade, obviamente. Se tivermos em casa pessoas que não entendem que estamos a trabalhar como se estivéssemos num escritório ou numa empresa, pior ainda. Param para fazer aquela perguntinha, pedem 5 minutos só para ajudar a fazer não sei o quê, vêm para o vosso lado conversar ou fazem barulho a toda a hora... Não é fácil! Por isso digo sempre: o meu trabalho é como qualquer outro. Não é por estar em casa que posso fazer o que me apetece sem consequências. Não é assim tão sem policiamento. Se eu não fizer nada o dia todo, vai-se notar obviamente.Trabalho em casa mas trabalho para outros, não trabalho para mim mesma. Se assim fosse já teria outra disponibilidade, claro. Trabalhando para uma empresa, trabalho exatamente como qualquer outro funcionário, num outro trabalho qualquer. Tenho que prestar contas do que faço e um horário para cumprir. 
Há dias em que é muito difícil resistir a este pensamento de preguiça e procrastinação, a este "ninguém vê", mas é a nossa capacidade de resistir a isso que nos diferencia. 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Leituras de casa de banho

Desculpem lá o tema mais escatológico, mas vi um segredo no shiuuuu que me fez lembrar deste assunto. O segredo dizia algo como: compro revistas de propósito para ler na casa de banho. Fez-me pensar na quantidade de vezes que vejo essa menção às leituras de casa de banho e na minha sensação constante de que devo ser um ser do outro planeta. É que eu nunca leio na casa de banho.

Nunca entendi essa coisa de precisar de ter algo para distrair, para ler, enquanto se está a fazer o número 2. Afinal, quanto tempo estão estas pessoas na casa de banho? Nossa!
Eu sou um pouco limitada e não consigo fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Ou bem que estou concentrada na tarefa de puxar o número 2 ou ponho-me a ler e esqueço o que estava ali a fazer, true story. E mais a mais, eu sou sempre muito rápida. Acho tão esquisito pessoas que passam horas no trono... Quando eu vou já está "à porta", é sentar e já está. Só demoro se estiver com aquelas dores de barriga horríveis e, nesse caso, tenho lá paciência para pegar numa revista e folhear as novidades! Bem sei que vocês não precisavam de saber deste tipo de informações, mas é só mesmo para expressar a minha incompreensão por pessoas que passam tanto tempo na casa de banho que até precisam de ler para passar o tempo. É estranho! 

No máximo dos máximos, dou uma espreitadela no instagram. Na loucura, já levei o portátil porque estava a ver um vídeo qualquer e não me apetecia dar pausa. Mas ficar lá tempos infinitos? Nope. Faz-me lembrar quando dormia em casa da minha avó, queria ir à casa de banho e o meu tio estava na casa de banho há duas horas a ler o seu livrinho. Levava o livro para se distrair e acabava por ficar lá sentado a ler, porque se distraía do que estava a fazer e ia ficando lá. Imagino o rabo destas pessoas quando se levantam! ahahaha 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Fim de semana negro

Acho que aconteceu um bocado de tudo este fim de semana passado. Bati com o carro numa situação mesmo estúpida. O meu primo teve um pequeno acidente e os bombeiros, que estavam a 5 minutos do local, levaram meia hora a chegar. Senti-me mal disposta. Estes incêndios que assolam o país... Credo. Espero que a semana comece de melhor forma! 

sábado, 14 de outubro de 2017

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Aleatoriedades

Escrevi uma carta para mim mesma, no dia do meu aniversário, para abrir no meu aniversário em 2022. Conto um pouco da minha vida atualmente e o que desejo ter conquistado até ao dia em que fizer 30 anos. Espero que tudo o que eu projeto para o futuro se realize. Tenho feito por isso, pelo menos. 
Estou curiosa para saber como a M. de 30 anos vai reagir às coisas que se passam agora na vida da M. de 25 anos. Sempre achei este exercício da carta para abrir dentro de 5 anos uma coisa muito interessante mas adiei sempre. Achei que fazer 25 anos era um marco suficientemente interessante para fazer um ponto de situação da minha vida. 

Espero, daqui a 5 anos, poder abrir a carta e vir partilhar aqui a reação à mesma :)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Regozijo de preguiçosa

Quando vou reencaminhar emails de uns clientes para outros e abro um email cujo primeiro nome do cliente a quem enviei é o mesmo que o nome do cliente a quem vou enviar, só tendo que modificar o último nome...

A felicidade está nas pequenas coisas, não é?

O dia em que deixei de ir ao cabeleireiro

Já tinha aqui contado as peripécias das minhas idas ao cabeleireiro. Tudo estava bem enquanto só ia cortar e pintar com a mesma cor de sempre, mas quando comecei a querer fazer coisas mais técnicas, o resultado deixava sempre muito a desejar. Não me considero esquisita, mas sei que sou difícil de agradar porque gosto das coisas bem feitas. Aquela coisa de "não está perfeito mas dá para o gasto" não é para mim em ponto nenhum da minha vida. Sou rigorosa e exigente comigo e com os outros. Não gosto de coisas a desenrascar, gosto de coisas bem feitas, e senti que os resultados das minhas idas ao cabeleireiro nunca eram os que eu pedia, era sempre a desenrascar, sempre no quase. Não me conformo com isto. E depois fiquei com trust issues. Pensei cá para mim: vou agora penar outra vez para encontrar outro cabeleireiro que pode nem fazer o que eu pretendo tal como pretendo? Não, não vou.

Comecei por ver vídeos no youtube para mostrar à minha cabeleireira exatamente o que queria e como se fazia. Só que depois comecei a achar aquilo super fácil para ser eu mesma a fazer. E sabem que mais? Foi isso que fiz. Achei que seria bem capaz de pintar o meu cabelo, cortar (como já corto há imenso tempo), até fazer madeixas. Não faltam tutoriais simples no youtube. Comecei a pensar que o melhor seria pintar o cabelo o mais próximo possível da minha cor natural e começar daí, de novo. E assim fiz. Quando meto uma ideia na cabeça, não descanso enquanto não a concretizo. Vesti-me, fui ao supermercado e comprei tinta para pintar o cabelo. Não minto -  é difícil pintar um cabelão do tamanho do meu, mas com ajuda da minha mãe correu tudo pelo melhor. A ideia era ser uma cor de transição, escurecer para depois fazer as madeixas como eu queria, mas estou a gostar tanto de ter o cabelo escuro de novo que nem sei se vou fazer alguma mudança nos próximos tempos. Ficou mais escuro do que eu pensava, está quase preto, mas estou a gostar muito! 

A ideia é só voltar ao cabeleireiro porque quero e não porque preciso. Ser capaz de fazer as coisas básicas sem perder demasiado tempo nem dinheiro. Sempre já arranjava o cabelo em casa e já... Não me vai fazer diferença nenhuma ir lá só para pintar, já que é algo que posso fazer em casa. Cortar as pontas também faço em casa e não pretendo cortar o cabelo de forma radical nos próximos tempos. Quando quiser dar um corte a sério, marco uma hora no cabeleireiro e vou. Se precisar de um penteado mais elaborado, marco também. Mas só para o dia a dia, para retocar raízes ou cortar pontas, esqueçam. Nunca gostei de ir ao cabeleireiro, perde-se sempre lá imenso tempo. É verdade que adoro que me lavem a cabeça, mas essa era a única coisa boa de ir lá. Ficava sempre chateada com o tempo de espera, com as conversas cocós das outras pessoas que aproveitam para cuscuvilhar a vida de todos, dos trabalhos mal feitos... 

Para já é este o plano. Se mudar de ideias, também não tenho problema nenhum de voltar a um cabeleireiro. Estou a gostar da mudança e, principalmente, de sentir que estou no controlo da situação. Adeus caracóis de boneca de porcelana!