terça-feira, 22 de maio de 2018

Weirdo

Eu sei que a maioria das pessoas foge a sete pés de burocracias e papéis, mas eu adoro preencher papeladas. Algumas burocracias seriam escusadas (tipo ir a algum lado e depois ser preciso um documento qualquer de outro lado diferente, que tem que ser preenchido noutro local qualquer, etc etc), mas regra geral eu adoro preencher papéis. Respondo sempre a questionários quando alguém faz aqueles pedidos para trabalhos da escola/faculdade, inquéritos para consumidores, até estou inscrita numas quantas plataformas de recolha de dados. Gosto mesmo. Além de gostar de papeladas, gosto imenso de organizar coisas. Acho que daria uma excelente secretária, tinha mesmo paciência para organizar a agenda de terceiros, gerir o dia, dar recados, atender e fazer telefonemas... Gosto tanto destas coisas!
Eu sei, sou muito esquisita.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Aguentem hormonas!

A pessoa já é uma romântica incurável, adora histórias de amor, vê tudo com o filtro cor de rosa. A pessoa tem 25 anos, acabada de sair de casa, anda naquele clima de honeymoon, já anda com o relógio biológico a dar horas há anos. E o que se sucede? A pessoa passa o fim de semana com pessoas grávidas, a pegar em bebés ao colo. Como se não bastasse, foi o fim de semana dos casamentos. Além do casamento real, ainda houve pelo menos um casamento em todas as séries/seasons finales que vi este fim de semana! Não há coração que aguente. Quero casar e ter um bebé para ontem!

sábado, 19 de maio de 2018

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Há nomes e nomes

Porque é que as pessoas insistem em colocar aos filhos nomes que nem eles mesmos sabem pronunciar? A camada de "Rubems" que eu conheço... É sempre do nome que me lembro primeiro quando penso neste assunto. Se nem os próprios pais pronunciam o nome dos filhos corretamente, não esperem que os outros o façam. 

Não tenho filhos mas já fiz várias listas mentais de nomes que gosto para possíveis bebés que posso ou não vir a ter no futuro. Há imensos nomes que adoro e que foram completamente colocados de parte porque sei que correria o risco de ter crianças com nomes pronunciados incorretamente. Se sei que correria esse risco e não gostaria da pronunciação incorreta do nome, nem sequer seria uma hipótese. Mas isso sou eu, que sou uma esquisitinha nestas coisas (e noutras tantas). É que eu detesto quando pronunciam o meu nome erradamente (e é um nome normal, comum até) portanto não queria isso para um filho meu.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

There is no such thing as too many books | Os filhos do afecto by Torey Hayden



Comprei este livro em segunda mão num grupo de facebook que alguém aqui aconselhou e estava com o coração nas mãos. Este e o outro que li recentemente e já fiz review, eram os dois livros desta autora que me faltavam ler, mas não me apetecia nada dar cerca de 17€ por cada um. Pesquisei nesse grupo e consegui comprar os dois por 19€, já com portes incluídos! Estava cheia de medo que a pessoa ficasse com dinheiro e não enviasse os livros, mas correu tudo bem. Os livros chegaram até mim quase como diretamente de uma livraria. Estão em super bom estado, nem parece que alguém já os leu antes. Ficam perfeitos na minha estante, junto com os restantes livros da Torey :) Certamente continuarei a procurar livros naquele grupo!

Quanto ao livro, não vou fazer um resumo das temáticas da Torey porque já toda a gente conhece e há imensas reviews de outros livros dela neste blog. Passando à frente, este livro em específico centra-se em quatro personagens principais: um menino autista que não fala, uma menina com lesões cerebrais causadas por maus tratos, um menino que viu o pai ser morto pela madrasta e uma menina grávida. Todos eles apresentam problemas de aprendizagem e/ou de socialização, provocados pelas suas experiências de vida. Formam uma turma improvável, mas onde todos acabam por se tornar essenciais na vida uns dos outros. 

Gostei muito deste livro. Não acho que seja o melhor da autora, nem sequer são estas as personagens mais dramáticas ou problemáticas de sempre, mas não há como ficar indiferente a tanto amor, tanto carinho. Como sempre, Torey apresenta-nos as personagens de uma forma tão singular, tão especial, que é quase como se cada um daqueles meninos fosse a melhor criança à face da terra. Nota-se mesmo todo o empenho, dedicação e amor que ela devota às crianças, à forma como pensa sobre elas, como as quer ajudar acima de todas as coisas. Adoro isso! Recomendo muito, tal como qualquer outro livro dela.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Sou como um disco riscado

Acho que a maioria dos trabalhos acabam por ser repetitivos, de uma forma ou de outra. No meu caso, como falo todo o dia com pessoas diferentes, claro que as conversas acabam por diferir de alguma forma, mas as tarefas são sempre as mesmas. Ligar, enviar emails, ouvir as mesmas respostas... Há dias em que juro que me sinto um disco riscado. Primeiro porque começo todos os contactos da mesma maneira. Já quase gastei o meu nome e o nome da empresa. Depois porque passo a vida a repetir o nome da empresa. Por fim, as conversas acabam por se assemelhar no seu objetivo final e muitas vezes até nas respostas finais. Mesmo que fale com pessoas diferentes e haja sempre a questão de falar com alguém simpático/antipático, que esteja bem ou mal disposto, com quem já falei outras vezes ou não, acaba por ser quase sempre a mesma coisa.

Hoje, que fiz uns quantos primeiros contactos de seguida, senti-me mesmo um disco estragado, sempre a repetir-me. As mesmas perguntas, as mesmas explicações, a mesma forma de começar e acabar o telefonema. Já estava cansada de me ouvir a mim mesma. E a vozinha de "costumer service" que faço inconscientemente? Até cansa. Percebo porque é que houve uns dias em que a minha mãe esteve em casa doente e não queria estar ao pé de mim. Sempre a mesma coisa o dia todo, dá cabo da paciência de quem está de fora. A mim já me é quase indiferente. Não desgosto do que faço, mas tem dias em que já eu nem me aguento a dizer sempre a mesma coisa. É por isso que é tão importante às vezes desligar das tarefas, "ir à bica" (como diz uma colega de trabalho), fazer um telefonema para um colega só para desanuviar, fazer pausas para lanchar ou ir beber água, falar com outras pessoas sobre outras coisas, senão ficamos doidos de estar sempre a fazer e dizer a mesma coisa.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Uma luta para a vida

Sempre tive complexos com o meu corpo. Ou porque era muito peluda, ou porque achava que tinha umas pernas gordas, ou porque sempre tive uma anca larga e tendência a fazer muffin top, ou porque tinha dentes tortos, ou porque a minha barriga sempre foi mole... Sempre me achei gorda. Ou melhor, eu sabia que não era gorda, mas achava que poderia sempre ser mais magra. Olho para trás, vejo fotos minhas com 15 ou 18 anos, e vejo que era uma rapariga normalíssima. Com um metro e meio e cinquenta quilos, estava até muito bem. Principalmente para uma alminha que nunca fez exercício além das aulas de educação física e que viveu sempre num contexto familiar onde se comia de tudo e os doces eram parte da alimentação diária. Nunca vos deu aquela vontade de ir atrás no tempo e esbofetear a pessoa parva que foram? Gorda, com 50kgs? Gorda estou agora!

Sei que estou com peso a mais, embora continue a gostar de mim. Gostava de emagrecer uns quilos, mas também não faço muito por isso. Já não faço exercício há meses, passo o dia sentada a trabalhar, o tempo não tem ajudado a grandes caminhadas e a preguiça tem sido maior. Não vou inventar desculpas porque não as há. Sou preguiçosa, ponto final. Nunca gostei de fazer exercício, embora adore a sensação de estar ao ar livre e a sensação do depois. Mas sempre me obriguei a ir, sempre custou sair de casa, não é algo que me saia naturalmente porque faz parte de quem sou. Sei que tenho que mudar hábitos alimentares. Não acho que como muito, como é mal. Nunca fui de extremismos, nunca fiz dietas, nunca me preocupei com essas coisas, mas sei que tenho que o fazer. Custa é começar. E começar sozinha. Se tivesse alguém que alinhasse em fazer exercício comigo ou que fizesse "dieta" (aka não comer porcarias a toda a hora só porque sim), dava logo outro ânimo. Mas bem sei que é uma luta que tenho que ser eu a travar. 
Estou saudável, não olho para mim e odeio o que vejo, mas gostaria mais se tivesse com uns quilos a menos. Mesmo que com quilos a menos continue a ter pernas rechonchudas (sempre tive), uma barriga mole (sempre tive), uma cara redonda (nada a fazer), anca larga (faz parte do meu biótipo) e tendência a fazer muffin top (também sempre tive). A ver se me entusiasmo e começo a ter mais cuidados. Não vou ter 25 anos para sempre e convém não piorar assim tanto com a idade. Mas o que eu queria mesmo, mesmo, era voltar a ser a gorda que achava que era com 15 anos. Isso é que era!